quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A união das oposições como caminho de transformação para Sítio do Mato

"Mudar é difícil, mas é possível." (Paulo Freire)

Um contexto histórico de opressão e injustiças tem seus próprios mecanismos de proteção e perpetuação. O silêncio imposto, o medo dos poderosos, a pobreza profunda da população, a falta de serviços básicos e a corrupção, são mazelas que protegem o governo daqueles cujo único compromisso é o enriquecimento ilícito. Esse estado de coisas passa à população a falsa ideia de que "a realidade é essa mesma" e que a sociedade nunca será mudada.

Não sejamos ingênuos, mudar é difícil. Em alguns contextos é quase impossível devido aos estragos sociais provocados pelos corruptos e pela letargia da população. Apesar disso, a mudança é possível. É possível porque a história humana sempre foi possibilidade e nunca determinismo. Não existe essa de que é impossível mudar só porque as coisas sempre foram assim até aqui. Aquilo que nos oprime hoje foi construído ontem e pode perpetuar-se amanhã ou não. Depende muito de nossa luta enquanto povo unido.

Devemos entender também, enquanto povo que quer transformar uma realidade social injusta, que a própria mudança está condicionada as condições sócio-históricas que temos, ou seja, precisamos abrir mão da idealização de um "salvador da pátria" e valorizar as possibilidades políticas que temos hoje. Estou falando de valorizar os grupos de "esquerda", que se colocam como oposição ao grupo político que aí está. Necessário é que os grupos que representam "a nova política" afinem seus diálogos e busquem a unidade na diversidade de ideias e objetivos, respeitando o Objetivo Maior, devolver Sítio do Mato à sua população. O que não pode acontecer é rejeitar a mudança pelo orgulho partidarista. Mas é importante também entender que a união das oposições não pode representar o retorno da velha política, que tem em Dionízio um de seus representantes. A união das oposições é a prova mais cabal de que o povo de Sítio do Mato rejeita veementemente os dois polos de poder (Alfredinho e Dionízio) que são maléficos à cidade. 

Mudar é difícil, mas é possível. E a primeira dificuldade que se coloca diante de nós, cidadãos sitiomatenses, é aprender a dialogar e a sincronizar os nossos desejos de liberdade. Precisamos caminhar nesse sentido caso desejemos transformar a realidade de opressão em que vivemos.

O opressor deseja dividir para conquistar. Nós precisamos da união dos filhos dessa terra para libertar uns aos outros do jugo do medo imposto.

E você, o que acha?

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