"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão." Paulo Freire
O silêncio que exercito em mim pela liberdade é diferente do silêncio opressor, provocado por uma força externa, que na maioria das vezes nos violenta e nos impede de sentir, de dizer, de ser. Expressar a palavra é um ato desvelador, democrático e também terapêutico. Nos liberta do "vazio socializador" e nos coloca em contato com o mundo, com as pessoas. Por isso, não há como homens e mulheres se construírem no mundo sem a expressão da palavra, de sua opinião, da indignação frente ao que nos falta enquanto cidadãos.
É inadmissível que em pleno século 21 as pessoas sejam impedidas de manifestar sua opinião sobre os rumos do município de Sítio do Mato. A imposição do silêncio é uma marca da atual gestão, que tem "castigado" aqueles que expressam publicamente suas posições, muitas vezes contrárias aos desmandos do prefeito e de sua equipe. Muitas foram as vezes que funcionários foram transferidos para distritos distantes pelo simples fato de expressarem seus desejos e opiniões. Conheço pessoas que pediram exoneração por causa dessa situação e foram embora de sua cidade, provando uma espécie de exílio em busca de liberdade e oportunidades longe de sua terra. Os funcionários vivem com medo, mesmo discordando. As pessoas não querem viver no silêncio imposto, mas os mecanismos silenciadores são muitos, reforçados pelos "puxa sacos" de plantão.
Enquanto não houver a expressão da palavra, da opinião, da liberdade, continuaremos nas mãos da classe política opressora de nossa cidade. Juntos somos mais fortes. A união de palavras faladas pode transformar-se em um texto coletivo, um movimento de empoderamento da população, fazendo com que o medo mude de lado. E é exatamente isso que o prefeito teme, a união transformadora do povo que expressa sua indignação por meio dos sindicatos, dos grupos de estudo, dos núcleos comunitários de socialização (a porta da rua, a praça, entre outros), das igrejas, das escolas, dos partidos políticos...
E você, o que acha? Vamos exercitar a expressão da palavra? Vamos exercitar a nossa liberdade?

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